Na mira: O desmonte da educação básica brasileira
Por Clélia Moreira/RN

Nas últimas semanas, a educação pública
brasileira se encontra em uma conjuntura onde vem sofrendo grandes golpes do
(des)governo Bolsonaro. Após a desastrosa atuação do ex-ministro Vélez
Rodrigues, com menos de um mês o novo ministro Abraham Weintraub, trouxe
consigo um dos piores projetos para a educação já vistos neste país.
Alegando haver "balbúrdia"
nas universidades, o governo anunciou o corte de 30% na UFBA, UNB e UFF, que
logo após fora ampliado a todas as universidades e também institutos federais.
Porém, o desmonte não para por aí: 47% do recurso destinado ao FUNDEB também
foi retirado. No ano em que a pauta do FUNDEB permanente vem tomando cada vez
mais destaque o governo corta quase metade do recurso que influenciará
diretamente na folha de pagamento dos professores e pondo em risco a
sustentação da educação básica em vários municípios e estados.
O Presidente Jair Bolsonaro disse a um
estudante goiano durante chamada de vídeo em uma cerimônia que os cortes não
são feitos por maldade. Nós sabemos que não é apenas por maldade. De um lado:
os que querem a privatização, homeschooling, escola sem partido. Do outro: 95%
da produção científica de um país, as 10 melhores universidades, hospitais,
creches, bibliotecas.
O desmonte da educação pública é um
projeto que vem sendo posto em prática desde o golpe através da PEC da morte, e
agora com a redução drástica no orçamento das instituições de ensino vemos a
possibilidade de nossas UF's e IF's fecharem as portas.
Hoje nossas universidades têm em média
60% de estudantes pertencentes às classes D e E, graças as políticas de cotas,
expansão das universidades, garantia da assistência estudantil que foram
vitórias dos estudantes implementadas nos governos Lula e Dilma. São exatamente
essas políticas que deram aos filhos da classe trabalhadora a oportunidade de
mudar de vida que incomodam uma classe social que acredita que essas
instituições pertencem a uma elite intelectual e que estes não são lugares para
nós.
Por isso, mais do que nunca se faz
necessário que todos nós estejamos unificados próximo dia 14 nas ruas,
mobilizando cada centro acadêmico, cada grêmio, cada estudante, cada servidor,
para mostrar que não aceitaremos o desmonte da educação pública e que
resistiremos até o fim por uma educação livre e gratuita para cada brasileiro e
brasileira.
Na mira: O desmonte da educação básica brasileira
Reviewed by FORA DA ORDEM BRASIL
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